Primeiro Ministro no SAPO
Janeiro 31, 2007
Geral, Vídeos |
Hoje, o Paulo Querido escreveu um artigo no Expresso a criticar o site da visita do Primeiro Ministro à China, entre outras coisas por utilizar o serviço de vídeos do SAPO.
A mim não me choca terem utilizado o serviço do SAPO e não me parece favorecimento à PT, ao contrário do que o Paulo Querido disse, porque não há outros concorrentes em Portugal. Ok, agora há o Youtube Açoreano, mas ainda não se pode considerar esse um concorrente.
Pode-se aqui questionar a utilização de um serviço público e gratuito dado por uma empresa privada em vez de ir para um serviço próprio e pago pelos dinheiros dos contrbuintes contratados certamente também a uma empresa privada.
Leiam por favor o artigo e digam de vossa justiça: Acham despropositada a utilização dos vídeos do SAPO no site?
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Comentários
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Dada a falha do trackback, fica aqui a referência à minha opinião no relações públicas
Será que este senhor Paulo Querido criticaria se, em vez de ter sido usado o SAPO Vídeos tivesse sido usado o YouTube? (creio que se o fizesse a marca YouTube também lá aparecia) Ou teria criticado se tivesse sido gasto dinheiro dos contribuintes para usar os serviços de uma empresa privada? Eu creio que em todas estas situações ele teria criticado
Penso que aquilo que vemos no Portal do Governo (note-se que me estou apenas a referir a esta situação), não é “favorecimento a uma empresa privada”… é valorizar e incentivar o produto nacional.
@Pechanense: Tenho a certeza que o Paulo Querido criticaria da mesma forma ou ainda mais se o serviço utilizado fosse o do YouTube. O que ele criticou foi a utilização de uma marca privada, entre outras coisas como os problemas de usbailidade, com muitas das quais eu concordo.
como o Bruno disse no seu post, acho que o que se ganha em termos de maior alastramento da mensagem em colocar o vídeo no SAPO, sendo que vai ser visto por pessoas que não iriam ao Blog oficial, justifica a utilização do serviço.
Sim eu percebi a critica dele e também concordo com o que tu e o Bruno dizem. Embora não o tenha referido, sem dúvida que um ponto a favor é a maior “facilidade no alastramento da mensagem”.
Porque acho que o senhor Paulo Querido deu um grande destaque a este aspecto, o que eu pretendia realçar (embora também considere que o governo se deva sempre distanciar de “marcas privadas”), aqui não vejo que tivesse sido “veiculação da marca de uma empresa privada” ou “exibicionismo de favorecimento” do Senhor PM ao grupo em causa, como é referido no seu artigo, mas sim o reconhecimento de “um bom produto português e que serve muito bem aos seus objectivos”
Quanto à “reprodução do vídeo quando a página carrega”, claro que deveriam ter deixado ao visitante a possibilidade de optar, ouvir ou não… mas essa “atitude intrusiva” é a “marca” deste governo… bom, mas isto já é outro assunto
Claro que isso dá origem à sobreposição de sons quando ao mesmo tempo existe outro áudio. De facto são erros que num sítio como este deveria merecer um pouco mais de atenção.
Não me lembro da crítica de Paulo Querido à oferta de um PDA de uma marca (privada) portuguesa de Cavaco ao rei de Espanha…
É mesmo birra do Paulo Querido.
Seguindo a mesma lógica, é feio então ter o site em .NET já que é favorecimento à MS.
Ele é conduzido num BMW logo é favorecimento à Baviera?
dass.
Caros Vitor e Sérgio, evidentemente é porque eu sou adepto político do Presidente da República e feroz inimigo político do Primeiro Ministro… Basta, aliás, ler o meu blogue para o perceber. E nutro pelo Sapo especial antipatia, sobretudo porque trato por tu metade da equipa, o director técnico, a Jonas e, tcharan, o CEO.
Arranjem argumentos válidos para criticar a minha crítica. Esses não colam.
É claro que eu criticaria na mesma se tivesse visto o logotipo do YouTube.
Cláudio, usar .NET não é favorecimento algum (apenas mau gosto) — desde que não espete em cada página e imagem o logotipo da Microsoft ou de quem lhe fornecer a solução.
Eu não critiquei a crítica, apenas não concordei com ela
Acho a crítica perfeitamente válida. Tão válida como usar vídeos do SAPO.
Caro:
Devo dizer que fiquei desiludido quando li o seu primeiro post, e mais desiludido ainda quando li o comentário que efectuou para responder aos vários comentários.
O meu caro devia ter o bom senso de não julgar o trabalho das equipas em questão pela simpatia que nutre o não pelas mesmas. Não conheço pessoalmente as pessoas, mas independentemente de tudo isso sei que no que toca ao “Videos SAPO” estão a fazer um bom trabalho, e isso só é de louvar! Admito que há outros produtos deles (PT.Com) que têm ainda muito a melhorar e nos quais o serviço ao cliente tem imperativamente que sofrer alterações, mas no caso em concreto acho que é perfeitamente derrotista da sua parte colocar a questão nesses termos.
Quanto à publicidade a que se refere, acho perfeitamente ridículo o comentário que faz. Em primeiro lugar, não percebo por que razão não pode o ministério usufruir de um serviço de uma empresa privada como usufrui um cidadão normal tendo em conta que os serviços são grátis (sim, provávelmente a publicidade a que se refere servirá para pagar o verdadeiro custo do serviço - o backbone e os 5 milhoes [figurativo] de servidores que eles terão que ter para poderem oferecer a título gratuito um serviço destes) porque pessoalmente acho completamente legítimo gastarem o dinheiro dos meus impostos em coisas que criem verdadeiramente valor para o país, e não me importo nada de levar com o custo de oportunidade de ter lá uma publicidade a uma marca que está a suportar esses custos.
E diria o mesmo caso tivesse sido o Clix o outro ISP português qualquer a lançar o serviço! Mas criticaría se tivesse sido o Youtube, quando há um português disponívels e de igual ou melhor qualidade.
Caro, estamos no século XXI, a publicidade é uma coisa com a qual aprendemos a conviver todos os dias, e que nos vai acompanhar no futuro! Saibamos aproveitar o que podemos, e deixemos o nosso precioso tempo para “postar” sobre coisas que realmente valham a pena, coisas que realmente sejam importantes, criem valor e que façam Portugal subir nos rankings que interessam, porque eu não vejo comentários deste género aos ministérios suecos que decidiram juntar-se à comunidade, aproveitar o que podem e criar embaixadas no “second life”… [peço desculpa pela publicidade…]… … …
Bons comentários e um abraço a todos!
Caro Ricardo,
compreendo a sua desilusão.
Erra três vezes quando diz que eu julgo o trabalho das pessoas pela simpatia que nutro ou não por elas. Erra porque em primeiro lugar eu não o faço.
Erra em segundo lugar porque quer tomar à letra a minha frase escrita a escorrer ironia.
Erra em terceiro lugar porque, no caso vertente como noutros, a minha simpatia decorre de apreciar genuinamente o trabalho e as competências da equipa em questão.
Acabo de ter uma relativamente violenta conversa telefónica com o CEO do Sapo porque evidentemente discordamos. A discordância de pontos de vista nada tem a ver com a forma como cada um de nós desenvolve o seu trabalho.
Eu compreendo que as actuais gerações convivam, como diz, bem com a publicidade. Não vou agora tecer grandes considerandos sobre os perigos e virtudes dessa situação. Quero apenas chamar-lhe a atenção para a realidade.
A realidade é esta: os documentos produzidos pela Administração Pública são por definição públicos. Isto implica, por exemplo, que não estão sujeitos a direitos. E implica também que não devem fazer a promoção de empresas e serviços privados.
É claro que o gabinete do Primeiro Ministro tem todo o direito a usufruir de serviços privados. Não sou picuinhas ao ponto de invocar por tudo e por nada os concursos públicos, admito escolhas directas (e sou criticado por isso) e nada tenho contra a escolha do Sapo como plataforma tecnológica, bem pelo contrário.
Apenas discordo frontalmente da inclusão do logotipo no video e a assinatura comercial com link no seu final. Mesmo que esteja dentro da legalidade, acho que é política e socialente incorrecto.
O que estaria certo era a inclusão do Sapo como fornecedor dentro da ficha técnica do site, que inclui os outros prestadores de serviços, alguns privados, e estranhamente não inclui a PT.
Talvez fosse admissível a utilização propositada do Sapo Videos, desde que o Primeiro Ministro (ou o seu gabinete) tivessem justificado, preferencialmente antes, a razão política dessa escolha.
Feito como foi, sem nenhum tipo de transparência, não acho que beneficie nem a imagem do Governo, nem a imagem da PT enquanto detentora do Sapo.
Recordo que o momento é delicado, com a OPA à PT. O Primeiro Ministro devia ter tido um cuidado suplementar neste caso. E devia explicar porque preferiu dar a cara pelo Sapo. Porque foi isso que fez.
Isso não serão birrinhas porque o SAPO não precisou de comprar o teu ex-weblogs.com.pt?
Preciso ver o Vídeo no SAPO do que no Youtube que é tráfego nacional e mais rápido.
Porque não falas dos impostos que a PT não paga?
http://www.pedropais.com/2007/02/08/e-os-impostos/
porque não usar os serviços do Sapo?
é um ótimo serviço, na mha opinião
eu uso
é a primeira ves que leio criticas num blogue.
talvez por isso , embora achasse piada , pareceu - me tudo conversa de xaxa,chacha,chaxa,xach.
os meinos não teem outras coisas para debater por ex: os gatos , o marcelo , o alberto joao, o shrek,ou então o Darfur , os fundamentalistas de qualquer religião co seja , cristã , judaica . islamica , budista , comunista . hindoista ou perferem as gajas nuas ?